Como funciona o crédito automóvel num stand — passo a passo, sem letras pequenas
Quem empresta, o que são TAN, TAEG e MTIC, que documentos precisa, e os direitos que ninguém lhe explica — o processo todo, por ordem.
«E o pagamento, como é que fazemos?» — é quase sempre a última pergunta, e é a que mais nervos mete. Não devia. O crédito automóvel num stand é um processo simples e muito regulado; o que costuma faltar é alguém que o explique por ordem. Aqui vai, sem letras pequenas.
Primeiro, quem é quem
O stand não é um banco. Somos um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal (pode confirmar o registo no site do próprio Banco de Portugal), o que significa que fazemos a ponte entre si e as instituições financiadoras com quem trabalhamos. Quem empresta o dinheiro, analisa o seu perfil e define as condições é sempre a financeira — e é ela que lhe apresenta a simulação com toda a informação legal.
O processo, passo a passo
- 1. Escolhe a viatura e diz-nos quanto quer dar de entrada (pode ser zero, ou o seu carro atual como retoma).
- 2. Pedimos a simulação à financeira. Não custa nada e não obriga a nada.
- 3. Recebe a proposta por escrito, com três números que deve olhar sempre: a TAN (a taxa de juro), a TAEG (o custo total do crédito em percentagem, com comissões e seguros incluídos — é este o número certo para comparar propostas) e o MTIC (o montante total que vai pagar até ao fim, em euros).
- 4. Entrega os documentos — normalmente cartão de cidadão, comprovativo de morada, IBAN e os últimos recibos de vencimento (ou declaração de IRS, se trabalhar por conta própria).
- 5. A financeira aprova, assina o contrato, e leva o carro. Na maioria dos casos, tudo isto cabe em 24 a 48 horas.
Os seus direitos (que ninguém lhe diz)
- Depois de assinar, a lei dá-lhe 14 dias para desistir do contrato de crédito sem ter de se justificar.
- Pode amortizar antecipadamente, no todo ou em parte, em qualquer momento — os custos dessa amortização são limitados por lei.
- A financeira é obrigada a entregar-lhe a ficha com toda a informação antes de assinar. Leia-a com calma; se algum número não bater certo com o que lhe disseram, pergunte.
Três conselhos da casa
- Compare sempre pela TAEG e pelo MTIC, nunca pela mensalidade. Uma mensalidade baixa num prazo muito longo pode sair bem mais cara no total.
- Ajuste o prazo à vida real do carro: financiar um carro por mais anos do que aqueles em que pensa ficar com ele raramente é boa ideia.
- Se puder dar entrada (ou retoma), dê — reduz o montante financiado e o custo total.
Quer saber quanto ficaria no seu caso? Peça-nos uma simulação gratuita e sem compromisso — no site, por WhatsApp ou aqui ao balcão, na EN125. Trazemos os números todos à mesa, incluindo os que costumam ficar nas letras pequenas.